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Lugar de autista é em todo lugar!


Como parte da programação da Campanha “Lugar de Autista é em Todos os Lugares”, a Promotora de Justiça Manuela Canuto de Santana Farhat, realizou uma visita de cortesia, na manhã da última segunda-feira, 24, ao Prefeito Isaac Lima. O lançamento da Campanha “Lugar de autista é Todos os Lugares, Discriminação é Crime, Inclusão é o Caminho”, acontecerá no dia 4 de novembro, no Teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Na ocasião, ocorrerá a palestra “Eu Sou Autista e Tenho Direitos”.

A campanha tem como objetivo promover a conscientização e disseminar informações acerca dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio do diálogo com familiares e a população em geral. A campanha também visa levar informações importantes compilando a legislação em vigor e destacando que o preconceito e a discriminação ainda são grandes obstáculos enfrentados por este grupo.


O que o Autismo?


Os transtornos do espectro autista (TEAs) aparecem na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, eles se manifestam nos primeiros 5 anos de vida. As pessoas afetadas pelos TEAs frequentemente têm condições comórbidas, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. O nível intelectual varia muito de um caso para outro, variando de deterioração profunda a casos com altas habilidades cognitivas.


Embora algumas pessoas com TEAs possam viver de forma independente, existem outras com deficiências severas que precisam de atenção e apoio constante ao longo de suas vidas. As intervenções psicossociais baseadas em evidência, tais como terapia comportamental e programas de treinamento para pais, podem reduzir as dificuldades de comunicação e de comportamento social e ter um impacto positivo no bem-estar e na qualidade de vida de pessoas com TEAs e seus cuidadores. As intervenções voltadas para pessoas com TEAs devem ser acompanhadas de atitudes e medidas amplas que garantam que os ambientes físicos e sociais sejam acessíveis, inclusivos e acolhedores.


Epidemiologia

Estima-se que 1 em cada 160 crianças tenha um TEA. Essa estimativa representa um valor médio, uma vez que a prevalência observada varia consideravelmente entre os diferentes estudos. No entanto, em alguns estudos bem controlados, números significativamente maiores foram registrados. A prevalência de TEA em muitos países de baixa e média renda ainda é desconhecida.


De acordo com estudos epidemiológicos realizados nos últimos 50 anos, a prevalência global desses Transtornos parece estar aumentando. Existem muitas explicações possíveis para este aparente aumento da prevalência, incluindo maior conscientização, expansão de critérios diagnósticos, melhores ferramentas de diagnóstico e melhor comunicação.


Causas


As evidências científicas disponíveis indicam a existência de múltiplos fatores, incluindo fatores genéticos e ambientais, que tornam mais provável que uma criança possa sofrer um TEA.

Os dados epidemiológicos disponíveis demonstram de forma conclusiva que não há evidência de uma relação causal entre TEA e vacina contra sarampo, caxumba e rubéola. Estudos anteriores que apontaram para uma relação causal foram criados com erros metodológicos.

Também não há evidências de que outras vacinas da infância possam aumentar o risco de TEA. Os comentários dos dados científicos sobre a possível associação entre o risco de TEA e tiomersal usado como conservante ou alumínio utilizado em vacinas inativadas mostram conclusivamente que as vacinas não aumentam esse risco.


Sintomas:

De acordo com o quadro clínico, os sintomas podem ser divididos em 3 grupos:

– Ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

– O paciente é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

– Domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite levar a vida próxima do normal.


Avaliação e comportamento clínico


A intervenção na primeira infância é muito importante para otimizar o desenvolvimento e o bem-estar das pessoas com TEA. Recomenda-se que seja incluído o monitoramento do desenvolvimento infantil na atenção sistemática à saúde da mãe e da criança.


Uma vez que um caso de TEA foi identificado, é importante que a criança e sua família recebam informações e serviços relevantes, encaminhamento para especialistas e assistência prática de acordo com as necessidades específicas de cada indivíduo. Não há cura para TEA. No entanto, intervenções psicossociais baseadas em evidências, como terapia comportamental e programas de treinamento para pais e outros cuidadores, podem reduzir as dificuldades de comunicação e o comportamento social e ter um impacto positivo na qualidade de vida e bem-estar da pessoa.


As pessoas com TEA têm necessidades de saúde complexas e exigem uma gama de serviços integrados que incluem serviços de promoção, cuidados e reabilitação da saúde e a colaboração de outros campos, como o educacional, o profissional e o social.


As intervenções voltadas para pessoas com TEA e outros transtornos do desenvolvimento devem ser acompanhadas por medidas mais amplas que tornem seus ambientes físicos, sociais e de atitudes mais acessíveis, inclusivos e acolhedores/suportivos.


Tratamento:


O autismo é um transtorno crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. Envolve a intervenção de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores. É altamente recomendado que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção personalizado, pois nenhuma pessoa com autismo é igual a outra.

Direitos humanos


As pessoas com TEA muitas vezes sofrem estigmatização e discriminação, em particular a privação injusta da saúde, educação e oportunidades para participar ativamente de suas comunidades.


Pessoas com TEA podem ter os mesmos problemas de saúde que afetam o resto da população. Além disso, eles podem ter outras necessidades especiais de cuidados de saúde relacionadas ao TEA ou outras condições comórbidas. Eles podem ser mais vulneráveis ​​a doenças crônicas não transmissíveis devido a fatores de risco, tais como a inatividade física ou poucas preferências alimentares, e correm maior risco de violência, lesão e abuso.


Como o resto dos indivíduos, as pessoas com TEA precisam de serviços de saúde acessíveis para suas necessidades gerais de saúde, particularmente serviços para promoção, prevenção e tratamento de doenças agudas e crônicas. No entanto, em comparação com o resto da população, as pessoas com TEA têm mais necessidades de saúde insatisfeitas e são mais vulneráveis ​​em caso de emergência humanitária.


Um obstáculo frequente reside no conhecimento insuficiente e nos equívocos que os profissionais de saúde têm sobre os TEA.


O objetivo da campanha de 2022 é conscientizar as pessoas a respeito do autismo. É uma mensagem da comunidade ligada ao autismo para toda a sociedade (de dentro para fora). Portanto, vamos usar a hashtag #AutismoEmTodoLugar e mostrar que lugar de autista é em todo lugar, com direito a ser incluído em todos os âmbitos, aspectos e contextos em nossa sociedade.


Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde/Ministério da Saúde

Canal Autista

AMA - Associação de Amigos do Autista

Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT

Ministério Público do Estado do Acre - MPAC

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