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Salão Solidário: mulheres em situação de vulnerabilidade social recebem tratamento de beleza


Muitas mulheres vivem situações de violência dentro dos seus lares, locais onde elas deveriam se sentir protegidas.


Ações de mobilização, com palestras nas escolas, debates, encontros, panfletagens voltados à divulgação durante todo o mês da Lei Maria da Penha, como é conhecida a Lei 11.240, de 2006, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e para eliminar a discriminação sofrida pelas mulheres, tem sido realizado em Mâncio Lima por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, acompanhadas pelo CRAS, PSE e Coordenadoria Municipal de Políticas paras Mulheres.

Na última quarta-feira, 31, o Projeto Salão Solidário, com a presença da Secretária Municipal de Assistência Social Rocilda Mendonça, atendeu esse público em especial, mulheres em situação de vulnerabilidade social. A ação, ocorreu no Mercado Municipal Hermecílio Barreto de Lima.

Durante a manhã dez mulheres puderam dar uma cuidada na aparência a fim de elevar a autoestima e incentiva-las a cuidar mais de si. Serviços de cabeleireiro, manicure, pedicure, designer de sobrancelhas e orientações quanto a denúncia de abusos, que pode ser feita de maneira anônima.

Combate à violência


Engana-se quem pensa que a violência de que trata a Lei Maria da Penha é apenas a violência física. O texto também fala sobre a violência psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência física talvez seja a mais fácil de identificar e diz respeito a todo ato que possa afetar a integridade física da mulher. A violência psicológica tem a ver com o dano emocional, constrangimento, ameaça, manipulação.


Já a violência sexual é qualquer conduta que constranja a mulher a participar de relações não desejadas por ela através de ameaça e intimidação. A violência patrimonial envolve desde a apropriação indevida dos documentos pessoais da mulher, como a retenção de seu salário, por exemplo, ou qualquer outro bem que ela tenha. Por fim, a Lei traz a violência moral, que é quando a mulher é caluniada ou difamada.


A Lei Maria da Penha garante que as vítimas sejam incluídas no cadastro de programas assistenciais do Governo Federal, estadual e municipal. É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar que o atendimento na polícia e também na perícia seja realizado preferencialmente por servidoras do sexo feminino.


A legislação estabelece que, em hipótese nenhuma, as vítimas terão contato direto com os investigados, suspeitos ou pessoas relacionadas a eles. A Lei Maria da Penha também diz que devem ser evitadas sucessivas averiguações para que a vítima não passe pelo processo de revitimização, ou seja, que ela não reviva a violência a que ela foi exposta.

Galeria de Imagens:

Assessoria de Comunicação Social

Jenildo Cavalcante