• Jenildo Cavalcante

Mutirão de atendimento em neurocirurgia. esperança para quem não pode realizar tratamento neurologia


As doenças neurológicas têm sido cada vez mais frequentes nos dias atuais e afetam pessoas independente de idade ou classe social. São doenças desencadeadas por uma série de fatores como epilepsia, ataque vascular cerebral, transtornos de humor, depressão e ansiedade que atingem diretamente o sistema neurológico interferindo no desempenho profissional, nas relações familiares, podendo levar a morte.


A economia familiar é a mais afetada quando se detecta um déficit neurológico, pois, a partir do momento que o cidadão é acometido por algum desses problemas a coordenação motora e os reflexos são os primeiros prejudicados, desse modo, a pessoa acometida de doenças neurológicas necessita de cuidador com atenção integral.


A consulta para aprofundamento sobre a doença é feita por um neurocirurgião, porém para isso necessita-se de um poder aquisitivo mais elevado. No estado do Acre, esse profissional só atende na capital Rio Branco. Mas esta realidade começa a mudar em MÂNCIO LIMA. Um mutirão neurológico promovido pela PREFEITURA DE MÂNCIO LIMA por meio da Secretaria de Saúde vai possibilitar a vinda de um neurologista a cada três meses para o Município.


“Vale salientar que esta não é uma área da atenção básica, mas devido o trabalho que fazemos de identificação de problemas que afetam a nossa população e que precisam de uma resposta e atendimento adequado é que a gestão com toda a sensibilidade criou este mutirão de atendimento. As pessoas com problemas neurológicos têm dificuldades de locomoção e precisam de atendimento especial. O Dr. Renato, que é um ser humano incrível, se dispôs em nos ajudar nesta tarefa. Fizemos uma triagem, pegamos o cadastro do CAPS e estamos realizando este atendimento em dois dias. O que o Prefeito Isaac e a vice Ângela estão fazendo é trazer a saúde ao alcance da população”, falou Ajucilene Gonçalves, Secretária Municipal de Saúde.

Aline Alencar veio da comunidade Pentecostes distante cerca 30 km do centro de Mâncio Lima. Sua enteada desde a infância apresenta um déficit na coordenação motora. Para Aline a vinda do Dr. Renato é uma economia e alivio, pois, evita se deslocar para os grandes centros em busca de tratamento. “Nós já estamos há mais de um ano esperando por um neuro e nem tinha vaga e muito menos tínhamos condições de pagar a consulta. A vinda deste profissional pelo município ajuda muito, o clinico geral do posto de saúde agilizou para que hoje ela pudesse ser atendida. É uma economia grande porque o único gasto que tivemos foi de vir da comunidade até aqui para minha enteada se consultar”, destacou Aline Souza Alencar.


No primeiro dia do mutirão uma emergência surpreendeu a todos e provou o quanto a presença de um neurocirurgião no município pode salvar vida. Um senhor de 85 anos, Maurício Matos, morador da comunidade Santo Antônio, apresentava dormência nas pernas e dificuldades de locomoção com suspeita de um coagulo na cabeça. Segundo o neurocirurgião Dr. Renato Fonseca se o diagnostico do paciente demorasse mais alguns dias poderia ter sido tarde demais.


“O senhor Mauricio chegou apresentando um hematoma intracraniano suspeito de uma queda. Detectamos que esse paciente precisava de uma cirurgia de emergência, conseguimos realizar os exames com muita rapidez e encaminhamos o paciente para a realização de uma cirurgia neurológica em Rio Branco. Então, você ver que de todas as maneiras, o trabalho que a prefeitura está realizando está trazendo benefícios para a população. De um dia para o outro a situação que não é boa poderia se tornar muito pior e como na região não tem uma estrutura para uma emergência nesta especialidade poderíamos não ter obtido êxito”, falou Dr. Renato Fonseca, médico neurocirurgião e neurologista.


Para o especialista, que atua há mais de 20 anos nesta área da medicina, o alto índice de jovens, em plenas condições de estar no mercado de trabalho, acometidos por doenças do sistema neurológico é um fator preocupante.


“Estamos também fazendo alguns atendimentos na parte de neurologia com incidência razoável de portadores de epilepsia, sequelas de AVC, transtornos de humor, ansiedade, depressão ou até mesmo o comprometimento da parte intelectual e principalmente nos mais jovens. Estou muito otimista, a prefeitura tem dado total apoio e eu estou feliz de estar aqui trabalhando com o povo de Mâncio Lima”, destacou Dr. Renato Fonseca, médico neurocirurgião e neurologista.



Ataxia cerebelar


Equilíbrio ou coordenação motora prejudicados, possivelmente devido a danos no cérebro, nos nervos ou nos músculos.

Ataxia, termo que vem do grego “ataxis” e significa incapacidade de coordenação, é a palavra utilizada para designar o grupo de sintomas de uma doença subjacente, não é o nome de uma doença específica ou mesmo um diagnóstico. Sua principal característica é a perda de coordenação dos movimentos voluntários, equilíbrio ou coordenação motora prejudicados, possivelmente devido a danos no cérebro, nos nervos ou nos músculos, sintomas que fazem parte do quadro clínico de diversas desordens neurológicas.


É preciso destacar, entretanto, que a palavra ataxia é também utilizada para nomear um transtorno degenerativo específico do sistema nervoso central, causado por alterações genéticas hereditárias que podem afetar homens e mulheres de todas as idades, indistintamente. Em alguns casos, a desordem pode ser reversível, desde que tratada a doença subjacente que causou o transtorno.


Nos outros, os danos são progressivos e os recursos terapêuticos se voltam para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Esta doença tem incidência anormal extremamente elevada em Mâncio Lima e tem afetado diretamente uma única família do Município. Localizados nos Bairro Guarani e Pé da Terra os pacientes acometidos com a doença tem quadro clínico elevado alguns já foram a óbito. Só neste segundo mutirão mais de 20 pacientes foram atendidos.

“Esta é uma ação que vai além do social, é questão de humanidade, de economia para essas famílias e para o município e que toca muito o coração da gente. Diante disto, nossa equipe, junto com o Prefeito Isaac Lima, sensibilizou-se com estas pessoas que sofrem de ataxia cerebelar, e preocupou-se em proporcionar a vinda de um neurocirurgião trimestral, haja visto o custo alto, pois o especialista é de Rio Branco e só vem por meio do TFD. Esta doença impacta na economia familiar e nos cofres do município porque sabemos o quanto se gasta com um paciente em tratamento fora do domicilio. Nós estamos dispostos a trazer mais qualidade de vida para estas pessoas”, disse Ângela Valente, vice-prefeita de Mâncio Lima.

“O que a gente se surpreende aqui em Mâncio Lima é com o índice elevado de casos de pessoas com ataxia cerebelar, sendo que é raro esse fenômeno em outras partes do Brasil, e isso é o motivo principal da minha vinda e da organização deste mutirão. Estamos aqui para dar uma atenção aos portadores de ataxia cerebelar que no Bairro Guarani tem uma incidência grande, é hereditária e que compromete muito os portadores, paralisa as famílias e gera um impacto na economia local e nos gastos do governo devido aos cuidados com esses pacientes. O Prefeito Isaac, dentro do planejamento da prefeitura, nos pediu priorização no atendimento desses doentes e suas famílias, para que não haja uma progressão rápida desses pacientes, para que possam, além de ter paz, ter também um retardo na doença e consequentemente uma qualidade de vida melhor”, enfatizou Dr. Renato Fonseca, médico neurocirurgião e neurologista.


A ataxia está associada ao surgimento de vários sintomas que podem ser diferentes dependendo do tipo. Os tipos de ataxia mais conhecidos são Ataxia cerebelar, Ataxia espinocerebelar, Ataxia talangiectasia, ​Ataxia sensitiva ou sensorial, ataxia sensitiva ou sensorial e ataxia de FriedReich é o tipo mais comum que ocorre no Bairro Guarani, sendo hereditário, surgindo principalmente na adolescência, provocando deformações nos pés e curvaturas na espinha.


“Minha vida mudou completamente. Em Porto Velho eu era dono de restaurante e tive que voltar pra minha cidade quando os sintomas começaram a aparecer. Eu comecei a andar cambaleando como se estivesse bêbado, comecei a não ter tato nas mãos, foi quando percebi que a doença já estava se desenvolvendo. Meu pai e meu avô morreram desta doença, e hoje eu faço fisioterapia com a fonoaudióloga e com o fisioterapeuta, se eu não tivesse tomado a iniciativa de me mexer eu estaria acamado, hoje eu me movimento para todos os lugares na cadeira de roda. Eu penso nos mais novos, os meus filhos e netos e meu maior sonho é que seja encontrada a cura para esta doença”, disse Francisco Iberno de Souza Dias, paciente com ataxia.

Fernanda Andrade dos Reis tem 30 anos de idade, casada, mãe de dois filhos. A jovem terminou o Ensino Médio e ainda cursou um período do ensino superior. Fernanda começou a perceber que seus movimentos já não eram os mesmos, percebeu que começou a ter dificuldades para se equilibrar. Foi a partir dai que compreendeu o avanço deste transtorno neurológico.


“Desde pequena que eu percebia que ia desenvolver muito rápido a doença, era o olhar, o jeito de falar, de andar, eu já sabia que assim como minha mãe eu ia desenvolver a doença. Pra mim foi tranquilo, eu nunca tive problemas e não parei minha vida. Casei, tenho dois filhos, realizo as tarefas de casa, algumas coisas já tenho dificuldades para fazer, mas enquanto eu puder vou me movimentar, vou realizar atividades para retardar os efeitos. Não tem cura então é encarar e torcer para que num futuro próximo apareça a cura ou medicamentos para amenizar os efeitos”, disse Fernanda Reis.

O tratamento para ataxia depende do tipo e da gravidade da doença, é indicado por um neurologista que pode aconselhar o uso de remédios antiespasmódicos e relaxantes, como o baclofeno e tizanidina, ou até mesmo, injeções de botox para aliviar a contração dos músculos provocados pelas alterações cerebrais provenientes da ataxia.


Para o tratamento da ataxia também é importante que a pessoa faça exercícios de fisioterapia para diminuir os movimentos descoordenados do corpo e para impedir o enfraquecimento dos músculos ou a rigidez muscular, sendo que o número de sessões dependerá do grau da doença e é recomendado pelo fisioterapeuta.

Além disso, é recomendado que a pessoa com ataxia realize terapia ocupacional, pois esta atividade poderá auxiliar no desenvolvimento da independência pessoal, ajudando a pessoa a se adaptar a perda gradual de movimentos por meio da aquisição de novas habilidades para fazer as atividades diárias.


Jenildo Cavalcante

Assessoria de Comunicação Social




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