Meio Ambiente: Governo e Prefeitura discutem prevenção e controle do desmatamento e queimadas



A ONU estima que, até 2050, a população mundial será de aproximadamente 9,5 bilhões de habitantes. As exigências para se manter uma população nesse nível vêm provocando alterações significativas no ciclo energético do Planeta.


A degradação dos solos, a redução das áreas de vegetação nativa e a poluição das águas são os piores quadros dessa situação e que podem levar a uma condição insustentável. Parte disso já se observa através de um sistema climático cada vez mais imprevisível, ocasionando eventos extremos de secas, chuvas e ocorrência de altas temperaturas.


O desmatamento e queimadas têm implicações nas necessidades básicas das populações locais, regionais e globais, comprometendo serviços ambientais, como retenção ou captação de carbono, biodiversidade, serviços hídricos, beleza cênica, qualidade do ar, problemas de saúde respiratórios, perda da biodiversidade, dos nutrientes do solo e dos microrganismos.

De 01 janeiro a 31 de outubro de 2020 na Amazônia Legal foram registrados 93.354 focos de queimadas, segundo dados do Satélite de Referência (INPE, 2020). Entre os estados que compõem essa região, o Pará apresentou o maior percentual com 35,8 %, seguido do Mato Grosso com 20,7 % e do Amazonas (17,3 %). O estado do Acre apresentou 9.053 focos de queimadas, no período, representando 9,7 % dos focos de queimadas acumulados na Amazônia Legal. Os municípios acreanos com maior número acumulado de focos no período de janeiro a outubro de 2020 foram: Feijó (1.552 F), Sena Madureira (1.086 F), Tarauacá (1014 F), Xapuri (735 F) e Rio Branco (714 F).

Com base neste cenário, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Politicas Indígenas – SEMAPI em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Mâncio Lima reuniu técnicos e gestores de diversos órgãos, no Auditório do Colégio Pe. Edson de Oliveira Dantas, a fim de realizarem o planejamento estratégico para prevenção e controle do desmatamento, queimadas e incêndios florestais.


O evento contou com a participação de gestores e técnicos do IMAC, SEMAPI, DEPASA, SEPA, SEMATUR. Durante todo o dia serão discutidos os avanços, os números e as ações no plano estadual elaborado em 2018 com vigência até 2030, identificando as necessidades de cada município.

O objetivo do evento é garantir reduções efetivas e duradouras nas taxas de desmatamento e a consolidação de alternativas ao uso do fogo e, indicar ações de prevenção, controle e combate aos desmatamentos e incêndios florestais, de forma a consolidar uma estratégia regional, estadual e municipal integradas que possibilite a redução do desmatamento e das queimadas.

Ao final da oficina será feito um diagnóstico do município identificando as causas indutoras do desmatamento e dos incêndios florestais, estabelecendo o nível de criticidade e indicando as áreas prioritárias para implementação de ações de prevenção e controle do desmatamento e dos incêndios florestais.

Será estabelecida uma estratégia de gestão territorial integrada para a redução do desmatamento e queimadas no município (parcerias) e, indicar e fortalecer políticas públicas municipais de controle e combate do desmatamento e queimadas.


Assessoria de Comunicação Social

Jenildo Cavalcante

Beatriz Monte

Imagens: Evandro Ibernon/Arquivo SEMAPI