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Encerramento do 3° Festival Atsá Puyanawa Celebrando a Natureza e a Vida

Uma história de Luta e resistência


O povo Puyanawa possui uma história de luta e resistência. Vítimas do período de exploração da borracha e do caucho, bem como os demais povos indígenas do Acre, foram expulsos de sua terra e obrigados a trabalhar nos seringais. Sofreram com a sobreposição da cultura branca, sendo catequizados e educados em escolas, que proibiam a expressão de qualquer traço de sua cultura. Nos últimos anos, esse povo vem lutando pelo resgate de sua cultura depois de viverem uma história de opressão.


O festival teve apoio da Prefeitura de Mâncio Lima - Gestão Junto com Você - e busca resgatar as tradições do povo indígena na região Nesta segunda, 22/07, encerra-se as festividades, aproveite o último dia do festival e prestigie a cultura indígena.

Parabéns a toda aldeia, em especial ao cacique Joel Puyanawa pela iniciativa de criar o Festival Atsá e este ano em especial por receber turistas do mundo todo e que levaram nosso nome e cultura para o mundo.

Os Puyanawa

Os Puyanawa, assim como muitos povos Acre, sofreram com o crescimento das atividades extrativas da borracha e do caucho na região no início do século XX, sendo vítimas dos confrontos e doenças. Os sobreviventes foram escravizados, forçados a trabalhar nos seringais e viram rapidamente o seu modo de vida ser ceifado.


Os Puyanawa foram expropriados de suas terras, catequizados e educados em escolas que proibiam a expressão de qualquer traço de sua cultura. Somente com o início do processo de demarcação de seu território, a cultura Puyanawa voltou a ser valorizada pelos próprios índios, que têm se esforçado para retomar sua língua nativa, tarefa que realizam com dificuldade, tendo em vista o reduzido número de falantes.


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