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Dia de campo mostra vantagens e benefícios da agricultura conservacionista em Mâncio Lima


Resultados de pesquisas realizadas na região do Juruá comprovam que as técnicas de conservação do solo permitem recuperar e manter a fertilidade desse recurso natural. Para divulgar os benefícios e vantagens da tecnologia, a Embrapa Acre realizou um Dia de Campo sobre agricultura conservacionista, com a participação de produtores, estudantes, técnicos e gestores de instituições de apoio à produção. O evento aconteceu na última quarta-feira, 30, na propriedade do agricultor familiar Sebastião Oliveira, localizada no Ramal Pentecostes, km 24, em Mâncio Lima.

“A importância do dia de campo é que a gente consegue demonstrar para os produtores na prática tudo aquilo que a gente já vem fazendo há 16 anos aqui no Alto Pentecostes, demostrar que quando se usa tecnologia dar certo, a tecnologia da agricultura conservacionista que envolve plantas de cobertura, diversidade de espécies e o mínimo de revolvimento do solo. Este pacote tecnológico, a filosofia da agricultura conservacionista, permite ao produtor rural reduzir mão de obra, aumentar a produtividade e manter-se em sua propriedade refletindo diretamente em seu rendimento familiar”, destacou Falberni Costa, Engenheiro Agrônomo e pesquisador da Embrapa.

Três estações tecnológicas compuseram o evento. Na primeira, o pesquisador Falberni de Souza Costa falou sobre o contexto atual da agricultura conservacionista, estratégias e tecnologias recomendadas nas etapas de implantação do sistema, incluindo o manejo adequado do solo, adubação controlada, plantio direto, cultivo de gramíneas e leguminosas para a proteção do solo e fixação biológica de nitrogênio e a rotação e consórcio de cultivos agrícolas.


Na segunda estação, a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Ieda Carvalho Mendes, e a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Deborah Pinheiro Dick, destacaram aspectos relacionados à capacidade produtiva do solo, ou seja, como o produtor pode manter a saúde da área de produção agrícola.

Na última estação, o agricultor Sebastião Oliveira, parceiro nas pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Acre, contou a sua experiência com as práticas conservacionistas do solo e destacou os ganhos alcançados com o uso da tecnologia, ao longo de 16 anos. A área do agricultor é de pouco mais de cinco hectares onde o mesmo produz mandioca, café, coco e frutas como laranja, tangerina e banana.


“Antes de adotar o sistema conservacionista, a produtividade de mandioca na minha propriedade era de dez toneladas por hectare. Com o uso dessas práticas, na safra 2020/2021 produzimos 25 toneladas de raízes por hectare, um aumento de 150% no desempenho produtivo da lavoura, em relação à agricultura tradicional. Este modelo é a saída para o produtor rural e tem servido de exemplo para outras famílias da agricultura familiar, o trabalho é menos e a produção é maior”, afirma o produtor rural.

A Secretária Municipal de Produção de Mâncio Lima, Alana Souza, esteve presente no evento, segundo Alana este modelo de produção agrícola tem sido a saída mais acertada pela Embrapa para reduzir mão de obras, evitar queimadas e o desmatamento desenfreado na região.

“A agricultura conservacionista proporciona ganhos econômicos e benefícios ambientais. Porém, a adoção de práticas conservacionistas requer força de vontade e paciência, uma vez que os resultados são gradativos. Mâncio Lima está se destacando na produção agrícola e, ter um dia de campo, uma aula técnica como esta, com nossos produtores rurais é motivo de alegria e orgulho para todos nós”, finalizou Alana Souza, Secretária Municipal de Produção.

Segundo Daniel Lambertucci, analista da Embrapa, a agricultura conservacionista é uma alternativa ao uso do fogo, evita a abertura de novas áreas e contribui para reduzir a pressão sobre a floresta. “Por viabilizar a recuperação de solos degradados e permitir o uso de uma mesma área por longos períodos, com aumento da produtividade agrícola, a tecnologia é recomendada para a produção sustentável em solos arenosos de propriedades rurais do Vale do Juruá e de outras regiões com essa característica”, afirma.

A agricultura conservacionista possibilita conciliar aumento da produção e conservação do solo. Para ampliar o uso dessa tecnologia no Acre e outros estados da Amazônia é necessário que os resultados gerados pela pesquisa científica se transformem em políticas públicas, voltadas para produtores rurais com diferentes perfis econômicos.

O Dia de Campo “Agricultura Conservacionista no Vale do Juruá” contou com apoio de recursos financeiros da Fundação Agrissus, instituição que fomenta a agricultura sustentável em diferentes localidades do Brasil.

Galeria de imagens:

Assessoria de Comunicação Social

Jenildo Cavalcante

Imagens: Evandro Ibernon

Fonte:

Assessoria de Imprensa da EMBRAPA Acre

Mauricilia Silva e Diva Gonçalves

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