Café clonal: Mâncio Lima discute perspectivas do café e as oportunidades pra os próximos anos


A produção de café não apenas faz parte da história brasileira, como também é motivo de orgulho nacional. Afinal, o Brasil é o maior produtor e exportador do grão no mundo e, no ano passado, quebrou recordes, mesmo frente ao conturbado cenário pandêmico.


Para ilustrar, a safra de 2020 contou com cerca de 61,62 milhões de sacas de 60 kg, o que significa um aumento de 25% em comparação à safra anterior. E esse crescimento foi conquistado por uma conjunção de fatores, como a bienalidade positiva, questões climáticas favoráveis e investimentos em tecnologia. Nesse sentido, é muito claro que a adoção de inovações no campo, ou seja, a informatização das fazendas, traz grandes benefícios no rendimento da produção.


“Sabendo que o café tem ume receita bruta de até R$ 120 mil por hectares, enquanto que outras culturas como a mandioca e a pecuária tem uma receita bruta de R$ 7 mil por hectares foi que nós estamos apoiando a iniciativa de Mâncio Lima, incentivada pelo Prefeito Isaac Lima e pelo Deputado Jonas Lima, inicialmente, prestamos consultoria técnica e somos a empresa responsável por transferir tecnologias para esta região. O café é uma cultura altamente rentável, você tem um período grande para colheita. É possível secar em terreirão e cultivar em grandes e pequenas propriedades com um mercado garantido. O café é a segunda bebida mais consumida do mundo, é sem dúvidas a grande atividade do momento”, disse Wanderson Agro Mais, entusiasta e empresário no seguimento do café em Rondônia.

Com base nestas informações e com vistas a melhorar a economia local e a vida do homem do campo, a Prefeitura de Mâncio Lima por meio da Secretaria Municipal de Produção, promove mais um evento, uma rodada de conversa sobre as perspectivas do café e as oportunidades pra os próximos anos no cenário mundial.


“A vinda do Wanderson para esta rodada de conversa é de suma importância para o atual momento em que o município está vivendo com o ressurgimento da cultura do café. os nossos produtores já estão querendo tecnificar a sua lavoura e o café tem essa necessidade, com a coragem do produtor e o uso de novas tecnologias, a resposta vem em grãos de qualidade. O nosso objetivo é a alta produtividade, adoção de novas tecnologias e um produto de qualidade, que atenda as demandas do mercado da região, trocando experencias, ouvindo especialistas e inovando para cada vez mais a nossa produtividade crescer”, falou Alana Souza, Secretária Municipal de Produção.

O café robusta ou conilon (Coffea Canephora) é usado principalmente para a fabricação de cafés solúveis e em algumas misturas com o arábica. Apresenta um sabor único, menos acidez e teor de cafeína maior. É este tipo de café que o Município está produzindo e vendendo para as principais torrefações do vale do Juruá. O empresário Neilson avalia como positiva a iniciativa local, reduzindo os gastos com frete e tempo de transporte do produto.


“Mâncio Lima teve uma excelente ideia de trazer esta cultura agrícola para a região, nós, enquanto compradores, e que precisávamos importar de outros estados, não tinha como acompanhar o processo de produção, verificando qualidade, os cuidados necessários e muitas vezes chega um produto ruim. Com a produção em Mâncio Lima muda tudo, cai o frete, aumenta a qualidade e temos como visitar uma propriedade, comprar o produto in loco, aquecendo a economia da cidade, o preço é o mesmo praticado em Rondônia por se tratar de uma comodity e, mesmo o município ainda não dando conta de abastecer o mercado, cada vez mais surgem novas propriedades o que é bom para nós que vendemos café”, ressaltou Neilson Vasconcelos, empresário do ramo da cafeicultura.


O mercado tem cobrado investimentos em tecnologias, automação, melhora do produto, captação de recursos e ferramentas que auxiliem no aumento da produtividade de forma sustentável, bem como, facilitem a gestão diária dessa cultura. Com base neste cenário e vislumbrando um futuro promissor, a Chácara é Viveiro Vô Raimundo tem investido e inovado para atender o produtor da região. O Viveiro é o 24º no Acre com registro junto ao Ministério da Agricultura.

“Foi preciso investir em tecnologias para nos ganhar visibilidade e permanência em um mercado amplo e competitivo. A venda do café é baseada no valor do dólar, os produtos que temos hoje, como a muda e o café torrado e moído, ainda não atende à demanda local, pra se ter uma ideia, desde que começamos já vendemos mais 350 mil mudas só na região do Juruá e todos os dias recebemos ligações de pessoas querendo comprar mudas de café. Para chegar a este resultado, automatizamos o nosso sistema de irrigação, recentemente adquirimos uma máquina de empacotamento, produção de clones com alta duração e produção, associado a busca de novas tecnologias e experiências promissoras com a cultura do café, o que queremos é oferecer um produto de qualidade”, falou Bruno Oliveira Silva, Engenheiro Agrônomo e viveirista.

Mâncio Lima tem hoje mais de 60 produtores que aderiram a cultura do café, consorciados com outras práticas agrícolas já existentes. A Prefeitura fornece o adubo e as mudas aos agricultores cadastrados junto à Secretaria de Produção, ao todo já entregues mais de 32 mil mudas, e uma mil sacas de adubos, fruto de emendas parlamentares dos Deputados Federais Jesus Sérgio e Leo de Brito.

A saca do café robusta, produzido em Mâncio Lima, fechou o mês de fevereiro ao preço de R$ 782,26. A cotação do café futuro varia de acordo com a data de vencimento do contrato e também de acordo com a oscilação do preço do café no mercado físico.

“Nunca tive duvidas de que a saída para melhorar a vida dos nossos produtores seria o investimento no café, fortalecendo a economia e melhorando a qualidade de vida das pessoas. É investir no homem do campo. Esta rodada de conversa com o Wanderson, um dos percussores da cultura do café em Rondônia, é extremamente importante porque ele veio oferecer os melhores serviços aos nossos produtores e falar de mercado, do preço do produto que é mais importante”, finalizou Jonas Lima, Deputado Estadual.


Assessoria de Comunicação Social

Jenildo Cavalcante

Beatriz Monte

Imagens: Evandro Ibernon

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